{"id":5289,"date":"2026-05-12T09:49:59","date_gmt":"2026-05-12T12:49:59","guid":{"rendered":"https:\/\/radiointegracaovr.com.br\/site\/adotada-ainda-bebe-moradora-de-cordeiro-descobre-familia-biologica-apos-48-anos-e-recebe-foto-guardada-pela-mae-desde-o-nascimento\/"},"modified":"2026-05-12T09:49:59","modified_gmt":"2026-05-12T12:49:59","slug":"adotada-ainda-bebe-moradora-de-cordeiro-descobre-familia-biologica-apos-48-anos-e-recebe-foto-guardada-pela-mae-desde-o-nascimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiointegracaovr.com.br\/site\/adotada-ainda-bebe-moradora-de-cordeiro-descobre-familia-biologica-apos-48-anos-e-recebe-foto-guardada-pela-mae-desde-o-nascimento\/","title":{"rendered":"Adotada ainda beb\u00ea, moradora de Cordeiro descobre fam\u00edlia biol\u00f3gica ap\u00f3s 48 anos e recebe foto guardada pela m\u00e3e desde o nascimento"},"content":{"rendered":"<p>     Cart\u00e3o que m\u00e3e biol\u00f3gica guardava com uma foto dela beb\u00ea em um caderno de poesia, sonhava em encontrar a filha.<br \/>\nArquivo Pessoal<br \/>\nDaniely Coelho Rozalino, moradora de Cordeiro, na Regi\u00e3o Serrana do Rio, viveu neste ano um reencontro que transformou sua hist\u00f3ria.<br \/>\nAdotada ainda beb\u00ea, de forma informal, ela conseguiu descobrir suas origens biol\u00f3gicas ap\u00f3s 48 anos de buscas e recebeu, pela primeira vez, uma foto tirada na maternidade logo ap\u00f3s seu nascimento,  imagem que havia sido guardada pela m\u00e3e biol\u00f3gica durante toda a vida.<br \/>\nA descoberta revelou uma coincid\u00eancia surpreendente: embora tenha crescido acreditando que suas origens estavam distantes, por ter nascido em uma maternidade na cidade do Rio de Janeiro, sua fam\u00edlia biol\u00f3gica sempre esteve muito mais perto do que imaginava.<br \/>\n\ud83d\udcf1 Siga o\u00a0canal do g1 Regi\u00e3o Serrana no WhatsApp.<br \/>\nPais adotivos, tinham perdido um filho e adotaram Daniely<br \/>\nArquivo Pessoal<br \/>\nOs parente viviam na pr\u00f3pria regi\u00e3o e at\u00e9 pessoas com quem ela conviveu ao longo da vida, por\u00e9m  sem saber que compartilhavam la\u00e7os de sangue.<br \/>\nSegundo a fam\u00edlia, os pais adotivos haviam perdido uma gesta\u00e7\u00e3o anterior e n\u00e3o podiam ter filhos biol\u00f3gicos. Ap\u00f3s receberem a informa\u00e7\u00e3o de que havia uma beb\u00ea dispon\u00edvel no Rio de Janeiro, viajaram de \u00f4nibus at\u00e9 a capital para busc\u00e1-la e a levaram para Cordeiro.<br \/>\nA ado\u00e7\u00e3o ocorreu de maneira informal, pr\u00e1tica popularmente conhecida como \u201cado\u00e7\u00e3o \u00e0 brasileira\u201d, comum em d\u00e9cadas passadas, mas sem registros oficiais detalhados sobre a origem da crian\u00e7a.<br \/>\nMesmo recebendo amor e acolhimento da fam\u00edlia adotiva, a moradora sempre conviveu com d\u00favidas sobre sua hist\u00f3ria.<br \/>\n\u201cEu descobri que era adotada aos 15 anos, e foi a\u00ed que mudou a minha hist\u00f3ria. At\u00e9 ent\u00e3o, eu achava que era filha biol\u00f3gica deles, mas sentia que havia algo diferente. Quando soube, comecei minha busca\u201d, contou Danielly Coelho.<br \/>\nDaniely Coelho Rozalino, com sua fam\u00edlia adotiva ainda crian\u00e7a<br \/>\nArquivo Pessoal<br \/>\nChamada de v\u00eddeo com sua fam\u00edlia biol\u00f3gica<br \/>\nArquivo Pessoal<br \/>\nM\u00e3e biol\u00f3gica nunca deixou de procurar<br \/>\nA investiga\u00e7\u00e3o revelou que a m\u00e3e biol\u00f3gica foi obrigada pelo pr\u00f3prio pai a entregar a filha logo ap\u00f3s o nascimento, ainda na maternidade. Antes da separa\u00e7\u00e3o, a mulher registrou \u00e0 m\u00e3o, em um cart\u00e3o com fotografia oficial da maternidade, o nome que gostaria de dar \u00e0 beb\u00ea: Patr\u00edcia.<br \/>\nDurante d\u00e9cadas, ela guardou essa foto em um caderno de poesias, mantendo viva a esperan\u00e7a de reencontrar a filha.<br \/>\nA irm\u00e3 biol\u00f3gica,Ingrid Bianca Freitas, contou que j\u00e1 havia perdido as esperan\u00e7as de encontrar a irm\u00e3 ap\u00f3s a morte da m\u00e3e, mas a descoberta transformou completamente sua vida.<br \/>\n\u201cA realidade desse encontro ainda n\u00e3o aconteceu, mas est\u00e1 chegando e eu estou muito ansiosa. Quando a mam\u00e3e faleceu, encontrei as coisas dela, o cart\u00e3o da maternidade e aquela lembran\u00e7a guardada. Eu j\u00e1 n\u00e3o tinha mais esperan\u00e7a. A vida surpreende a gente com coisas inexplic\u00e1veis, e receber essa not\u00edcia foi uma das melhores coisas que me aconteceu.\u201d, afirmou.<br \/>\nFamiliares relataram que ela procurava constantemente pela menina, inclusive fazendo buscas em bairros do Rio de Janeiro, especialmente em Realengo, onde acreditava que a crian\u00e7a pudesse estar.<br \/>\nO ponto de virada aconteceu quando a filha de Danielly iniciou uma investiga\u00e7\u00e3o geneal\u00f3gica detalhada, utilizando exames de DNA e plataformas especializadas, como o Genera e o GEDmatch. A partir dos resultados, ela passou a montar \u00e1rvores geneal\u00f3gicas e investigar fam\u00edlias do interior fluminense.<br \/>\nO processo foi complexo devido ao grande n\u00famero de casamentos entre parentes em algumas regi\u00f5es, o que dificultava identificar diretamente os pais biol\u00f3gicos.<br \/>\nMesmo assim, a investiga\u00e7\u00e3o levou \u00e0 descoberta de que a fam\u00edlia materna tinha fortes ra\u00edzes justamente na regi\u00e3o de Cordeiro e Santa Rita da Floresta.<br \/>\nDia das M\u00e3es com novo significado<br \/>\nA descoberta aconteceu \u00e0s v\u00e9speras do Dia das M\u00e3es, tornando a data ainda mais simb\u00f3lica.<br \/>\nEmbora a m\u00e3e biol\u00f3gica j\u00e1 tenha falecido, Danielly agora reconstr\u00f3i sua hist\u00f3ria ao lado de irm\u00e3os, sobrinhos e outros familiares rec\u00e9m-descobertos.<br \/>\n\u201cMinha irm\u00e3 me mostrou a foto de quando eu era beb\u00ea, e eu nunca tinha visto uma imagem minha daquela \u00e9poca. Saber que minha m\u00e3e guardou essa foto durante toda a vida foi o momento mais emocionante da minha hist\u00f3ria\u201d, disse.<br \/>\n\u201cEsse Dia das M\u00e3es representa um recome\u00e7o. Infelizmente n\u00e3o vou poder conhecer minha m\u00e3e, mas ouvir sua hist\u00f3ria e saber que ela nunca me esqueceu ajuda a preencher essa aus\u00eancia\u201d.<br \/>\nPara a fam\u00edlia, o reencontro encerra d\u00e9cadas de perguntas e inaugura uma nova fase marcada pela reconstru\u00e7\u00e3o de la\u00e7os e pela descoberta de uma identidade que, mesmo desconhecida, sempre esteve muito pr\u00f3xima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cart\u00e3o que m\u00e3e biol\u00f3gica guardava com uma foto dela beb\u00ea em um caderno de poesia, sonhava em encontrar a filha. Arquivo Pessoal Daniely Coelho Rozalino, moradora de Cordeiro, na Regi\u00e3o Serrana do Rio, viveu neste ano um reencontro que transformou sua hist\u00f3ria. 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